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A Gripe e o vírus influenza A gripe é uma infecção aguda do aparelho respiratório provocada pelo vírus influenza. O vírus que provoca a gripe tem características únicas e pertence aos 4 vírus mais importantes para a Humanidade, os chamados Quatro Grandes (Big Four), conjuntamente com o vírus da SIDA e das Hepatites B e C. O nome influenza resulta da crença antiga, na idade média, que a gripe era provocada pela influência (influenza) dos astros (1). Apesar de Hipócrates, o pai da Medicina, ter descrito casos de gripe há mais de 2.000 anos, o vírus influenza só foi identificado em 1933.
O vírus influenza tem a forma de uma esfera espiculada com 100 nanómetros de diâmetro (um nanómetro é um milhão de vezes menor do que o milímetro) e apresenta um elevado tropismo para as células das vias aéreas (1). É por apresentar esta preferência que se justifica que, além da febre e das dores musculares, muitas das manifestações que os doentes apresentam sejam do aparelho respiratório, tais como, queixas nasais, dor de garganta, tosse, expectoração, dores nas costas e, nas formas mais graves, falta de ar.
A Gripe pode afectar todas as pessoas O vírus influenza apresenta ainda a capacidade de infectar outras espécies animais, sobretudo as aves e os porcos, e de estar sempre em evolução e modificação. É esta característica que faz com que todos os anos, habitualmente entre os meses de Outubro e Fevereiro, o vírus reapareça como um novo microrganismo, não reconhecido pelos mecanismos de defesa dos humanos, e tenha capacidade de infectar um número significativo de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, todos os anos a gripe infecta 10 a 20% da população mundial (2). No hemisfério norte, a gripe provoca anualmente cerca de 100 milhões de casos de doença, o que corresponde a infectar todos os anos 10% dos adultos e 1/3 das crianças (2). A magnitude da dimensão epidemiológica da gripe transforma esta infecção numa certeza na vida de todos nós, independentemente do grupo etário.
A gripe apresenta-se, assim, como uma doença aguda, com um curto período de incubação, uma elevada taxa de transmissão e tanto pode manifestar-se sob a forma de casos esporádicos como pode produzir epidemias de gravidade variável, as quais atingem, por vezes, proporções mundiais: as pandemias (1).
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